A principal ideia do poema é construir e destruir. Não há nada intermédio. Mecanismo é destruir. O dinheiro é claro que é destruir. Quando for cavada a última sepultura, terão de pagar ao coveiro. Se pudéssemos confiar na natureza não teríamos de temer. Ela sustentar-no-ia. A natureza é criadora. Rápida. Pródiga. Inspiradora. Dá forma às folhas. Faz rolar as águas da Terra. O homem é o chefe disto. Todas as criações são a sua herança legal. Não sabemos o que temos dentro de nós. Uma pessoa ou cria ou destrói. Não há neutralidade...
[
Saul Bellow, Agarra o Dia, Fragmentos (tradução Bernardo Antunes Navarro)]