Eu bem lhes explicava esta sensação de me abandonar, de embarcar no Outro, de tédio e bocejo, acompanhado pelo sentimento doloroso de perceber o Outro fazendo tudo aquilo de que eu me inibia. Ou estaria eu tão importante que era dois? Um máximo na vida da Nação e ambicionado por muita gente...A verdade é que me dilatava tanto, o inchaço era de tal forma evidente que só me satisfazia sendo dois, não aguentava tamanha pressão apenas na forma de um indivíduo, tinha de ser dois em corpo, senão rebentava o que em mim era desejo.
[Ruben A., O Outro Que Era Eu]