Rue Catinat

21.3.05

 

Dia da Poesia

Eu, Mamã, Sobrinho, Vovó e Poesia

Outro dia
mamã que estava chateada
com raiva na cabeça
me encontrou quando estava no quarto
- O que você está a fazer
quando eu disse já, vem comer?
- Ah?
- O que você está a fazer?
- Estou escrever, mamã.
- Escrever o quê?
- Escrever poema.
- Poema de o quê?
- Poema de você mamã.
- Para o quê?
- Para amor que você me dá mamã.
- Então é por causa de isso
que você nem num quer vir comer?
Está deixar comida ficar frio
é por causa de isso?
- Mamã; não é por causa de isso
mas é por causa de você
por causa de o que você tem no z'olhos
por causa de boniteza que está no teu coração
por causa do amor que você me dá
no ser que você tem mamã
- Hum!
Mamã parecia que duvidou
Me olhou; pegou no coração pelo peito
Me esfregou. Parecia que queria dar zâmu
E me disse depois com voz grande de altura
parecia querer rebentar
meu quarto onde estava escrever.
- Viva gente de poesia!
De poema que me escreve
- Viva; respondeu meu sobrinho
que estava perto junto com porta
que entrou e também disse
- Viva gente de poesia
de poema que me escreve
- Viva; respondeu meu vóvó
que estava fumar cigarro de fumo grosso
que levantou da cadeira de encostar
e disse também
- Viva gente de poesia
de poema que me escreve
- Viva; respondemos todos nós

[Bahassan Adamodjy, Mussodji]

Comments:
Passei por aqui. Voltarei.
 
obrigado. seja bem-vindo. e regressado
 
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